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    Tsunami Meteorológico no Algarve

    Uma seicha gigante ou tsunami meteorológico foi registado em vários pontos de tsunami meteorologicoestuários, zonas lagunares e rios do Algarve, nos dias 6 e 7 de julho, causando, segundo testemunhas oculares, variações súbitas da altura da maré de cerca de 50 centímetros.

    De acordo com o meteorologista Bruno Gonçalves, este tsunami meteorológico deverá ter-se ficado a dever à passagem da depressão que afetou o Algarve, causando uma acentuada baixa da pressão atmosférica, com ventos, chuva e trovoada.

    «Estes tsunamis meteorológicos são fenómenos que raramente ocorrem aqui no Algarve, mas que são mais habituais em zonas como as Ilhas Baleares, no Mediterrâneo, por exemplo», acrescentou.

    São fenómenos que acontecem em «locais confinados, como estuários, portos ou rias», que «provocam alterações na evolução normal das marés». Ou seja, numa altura em que a maré está a subir, em vez de continuar a subir, de repente desce.

    No caso do Algarve, o fenómeno foi observado na manhã do dia 7, entre as 8h30 e as 9h00, pelo menos em dois locais: no Rio Arade, em Silves, e ainda na Ria Formosa.

    Há relatos de que um operador que estava a embarcar turistas no cais de Silves viu o seu barco ficar em seco de repente, depois das águas do rio terem baixado cerca de meio metro.

    Na Ria Formosa, há o caso do barco que fazia a ligação entre Olhão e a Praia do Farol que terá ficado momentaneamente encalhado, quando a altura das águas baixou de forma muito rápida.

    No Fórum MeteoPt, diz-se que os marégrafos de Lagos e de Algeciras (Espanha) terão registado estas alterações súbitas no nível das marés.

    Nuno de Santos Loureiro, investigador da Universidade do Algarve, acrescentou que o Algarve foi afetado «por uma enorme depressão térmica que deve ter vindo do Norte de África, migrando para cima do Algarve. Pelo vigor, pelo vento que provocou, certamente que deu grandes alterações de pressão atmosférica, repercutindo-se nas marés».

    Este investigador esclareceu que «o nível do mar é sempre altamente condicionado pela pressão atmosférica».

    Ao que o barlavento.online apurou, investigadores ligados à Universidade do Algarve e a outras entidades estão a recolher dados e a analisá-los para encontrar uma explicação cabal para o fenómeno meteorológico que esta manhã afetou a zona costeira da região.

    Em Portugal, por serem muito raros, os tsunamis meteorológicos não têm nenhum nome especial. Mas são conhecidos por rissaga (Catalunha), milghuba (Malta), marrobbio (Itália) ou abiki (Japão).

    Adaptaçã de texto publicado no fórum meteopt.com

    Video RTP


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